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2011/02/13

Minhas participações no fórum online de CAEL

No dossier abaixo estão reunidas as minhas principais participações relativas às actividades lectivas realizadas ao longo do semestre da unidade curricular Concepção e Avaliação em e-Learning, do Mestrado de Pedagogia em e-Learning, da Universidade Aberta, em que as reflexões dos estudantes foram desenvolvidas nos fóruns de discussão disponibilizados na plataforma online do curso (Moodle).

Através destes conteúdos, pretendi completar o meu e-portefólio com as reflexões críticas e pessoais que desenvolvi relativamente às actividades em que participei. O objectivo não foi expor com pormenor como foram desenvolvidas as discussões da turma nos fóruns online do curso e sim reunir num só documento as minhas respostas às questões que orientaram essas discussões. As sínteses relativas às discussões da turma estão reunidas nos seguintes posts: post 1 e post 2.

No sentido de ser feito um acompanhamento mais consistente, sugiro que o visitante articule estes conteúdos com os restantes materiais disponibilizados neste blogue, os quais estão relacionados com as asctividades da unidade curricular atrás referida.

2011/02/09

Reflexão crítica sobre o meu blogue (ou e-portefólio?)


No âmbito das actividades relativas às Unidades Curriculares do Mestrado de Pedagogia em e-Learning da Universidade Aberta, ao longo deste semestre, fui produzindo materiais e reflexões que estão reunidas neste blogue. Uma vez que este blogue se tornou num instrumento de diálogo entre colegas e professores, considero que construí através desta ferramenta digital o meu e-portefólio para este mestrado. Entendo que me situo agora numa base diferente do propósito que inicialmente imaginei para este blogue. Sendo uma ferramenta dinâmica e intuitiva, o Blogger não exigiu todavia que fossem feitas adaptações complicadas. Antes pelo contrário, tem correspondido com eficácia satisfatória, porque, além de permitir a interacção com os visitantes (depósito de comentários e sugestões), suporta recursos e materiais de formatos e origens diferentes (interactividade com outras aplicações online).

Chego a esta conclusão porque alguns conteúdos foram sendo reelaborados, após uma avaliação minha que também tomou em consideração os trabalhos feitos pelos colegas nos seus e-portefólios. Fruto dessa partilha, criei outros modos de ver e de interpretar o meu trabalho feito e a tomar decisões que melhoraram aspectos que não estavam correctos. Refiro-me em especial às pesquisas contextualizadas pelas matérias em estudo que realizei para consolidar ideias ou aprofundar mais os novos conhecimentos. Por isso, este blogue (ou e-portefólio) é, para mim, um projecto de estudo em permanente evolução (reflexão-acção-avaliação), porque foi organizado de forma sistemática e mobilizou conhecimentos e capacidades que fui adquirindo enquanto estudante online.

Embora eu tenha abordado algumas preocupações e dificuldades sentidas à medida que fui desenvolvendo as actividades, este e-portefólio tem servido sobretudo como um instrumento de (auto-)avaliação que proporcionou uma visão mais ampla e completa do trabalho desenvolvido. Por exemplo, quando comparei os meus trabalhos individuais e colectivos que foram produzidos em fases distintas, foi possível identificar quais eram os pontos positivos que podia manter e quais os pontos que devia reformular.

Esta atenção sobre o meu e-portefólio justifica-se, em particular, por saber que o meu trabalho e reflexões estão expostos na Internet, podendo qualquer interessado acompanhar o que vai sendo feito (e porque não, comentar, propor ideias positivas). Assim, é natural que me preocupe em disponibilizar os melhores trabalhos ou que tente aperfeiçoá-los logo que possível, baseando-me muitas vezes na opinião dos colegas e em pesquisas mais rigorosas.

Por fim, penso que este e-portefólio me permitiu construir um plano do desenvolvimento pessoal de aprendizagem, em articulação com as minhas participações escolares na plataforma online do mestrado (LMS na Moodle). E mostra como consegui seleccionar informação importante e analisar os resultados das actividades, ao mesmo tempo que é um espaço que reflecte as competências que adquiri numa aprendizagem em contexto online.

Lamento que a comunicação com colegas e professores desenvolvida na plataforma do curso não esteja reflectida com mais clareza neste blogue. (Sobre as minhas participações e intervenções nas discussões do fórum online do mestrado, estou a preparar um dossier que será brevemente disponibilizado neste blogue.) Não foram ainda escritos comentários ou sugestões directamente neste blogue, mas fui recebendo um feedback positivo através das redes sociais onde os posts deste blogue são publicados automaticamente por eu ter conta de utilizador. São as vantagens das novas tecnologias e da Internet. ;-)

2011/02/06

Debate da turma: Actividade 4 CAEL

A turma de MPEL'04 desenvolveu uma discussão no fórum online da unidade curricular de CAEL, no âmbito do Mestrado de Pedagogia em e-Learning, da Universidade Aberta, à volta da temática "Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online".

Foram previamente analisados os artigos científicos indicados no fim deste post.

Seguidamente à análise desenvolvida em pequenos grupos, foi decidido realizar uma discussão geral que permitiu trocar impressões e esclarecer com mais profundidade os conceitos abordados nos artigos. Um dos objectivos principais desta estratégia era cruzar os conhecimentos construídos pelos vários grupos na actividade anterior.

Tratou-se do último debate da turma nesta unidade curricular que, nem por isso, deixou de esmorecer o dinamismo que tem caracterizado a participação de todos nos debates desenvolvidos nos momentos mais importantes desta aprendizagem (Veja-se o número extenso das participações que transpus abaixo.). As conclusões que os estudantes formularam ajudaram, sem dúvida, a assimilar correctamente as questões principais duma problemática importante para o ensino online: actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto online.

Aproveito então para realçar as conclusões que me parecem mais importantes:

1. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO


1.1 Ferramentas online

- A qualidade da avaliação online representa uma grande preocupação. A tecnologia que se encontra em constante evolução também influencia a qualidade do ensino e da avaliação.

- A avaliação que decorre em contexto online, permite aos alunos assumirem um papel mais participativo e activo, inserindo-se em comunidades de aprendizagem e manifestando atitudes autónomas, responsáveis e de auto-controlo e auto-direccionadas.

- O potencial das ferramentas digitais (sejam elas e-portfólios ou a imensa panóplia de ferramentas da Web 2.0) só poderá ser atingido através de uma "desformatação", em especial dos professores. Há necessidade de se reconhecer que a relação dos alunos com a tecnologia está em mudança e que isso tem impacto nas suas expectativas e experiências da educação.

1.2. Fóruns de discussão online

- A constituição do sentido de comunidade de aprendizagem é em grande parte gerada no espaço dos fóruns.

- Esta comunidade deve ser fomentada de forma a proporcionar um clima favorável à exposição de pontos de vista. As discussões resultam de um trabalho em grupo, em que todos são responsáveis por participar, partilhando o conhecimento e manifestando abertura para opiniões diferentes.

- À medida que ganhamos prática na colocação dos posts e nas intervenções nos forúns, há uma preocupação em focar aspectos que de alguma forma dêem vida ao debate, fazendo com que a troca e partilha de ideias ganhe forma e se transforme num retrato mais completo e rico relativamente aos conteúdos que vão sendo abordados.

- As experiências de aprendizagem com suporte da Web2.0 podem sair da comunidade escolar, quando são publicados trabalhos, ideias ou fontes de informações nos nossos blogues ou perfis nas redes sociais. Deste modo, envolvemos outros indivíduos e até colegas de profissão. Esta possibilidade de trocarmos ideias com essas pessoas é uma mais valia à nossa experiência de aprendizagem, pois podemos ser confrontados com ideias nunca antes partilhadas na nossa comunidade.

- Há vários tipos de fóruns, a ferramenta Fórum de Discussão (não somente na plataforma Moodle) tem como ser configurada de várias formas, indo ao encontro de objectivos variados. No nosso mestrado temos utilizado dois tipos de fórum: notícias (em geral, configurado para que somente o professor possa colocar mensagens de vital importância para a UC) e o fórum geral. O fórum geral tem sido utilizado para colocar perguntas (fóruns de apoio) e, associados às atividades, para debate e apresentação de trabalhos.

- Temos também discutido em fóruns fechados e somente apresentado trabalho no fórum da turma. Este tipo de trabalho tem muitas vantagens, mas também algumas desvantagens, que creio podemos e devemos ainda debater sobre, até porque as sentimos bem na pele.

- Existe ainda a possibilidade de configurar o fórum de forma a que exista uma única linha de discussão, normalmente iniciada pelo professor e por ele moderada e, em muitos dos casos, com o objetivo de evitar que seja outra coisa para além dessa discutida.

- Os fóruns abertos permitem uma participação mais alargada e mais enriquecedora do que os fóruns de grupo.

- A participação dos alunos nos fóruns exige a leitura dos posts e a colocação dos seus próprios posts, procurando gerar um diálogo através do qual o tema ou temas são desenvolvidos/ aprofundados e problematizados com os diferentes contributos dos participantes, num fluxo que pode ser mais ou menos controlada pelo e-professor.

- Num fórum de discussão há que se ter uma visão geral do assunto em discussão e essa visão é conseguida através da leitura de todos os posts. Cabe a cada interveniente usar de várias estratégias de leitura, tais como a leitura rápida e vertical e a leitura atenta e mais pormenorizada, fazendo um filtro dos posts com maior ou menor informação relevante. Esta é uma estratégia a desenvolver.

- A opinião geral é que não deve haver um número máximo de contribuições. Por questões variadas, os alunos podem não conseguir participar todos nos primeiros momentos do debate. Se os primeiros participantes elaborarem um elevado número de posts estão a limitar a participação daqueles que por indisponibilidade não participaram de início.

- Uma das vantagens dum forum de discussão é promover a discussão, por isso haverá mais possibilidades de ser rico e produtivo se forem definidos limites ao número de posts. Se for estabelecido um mínimo, pode haver tendência para fazer textos mais extensos onde se procura dizer tudo e isso não vai motivar a discussão.

1.3 E-portefólio

- O e-portefólio dá-nos realmente a oportunidade de seleccionarmos o que melhor evidencia o nosso percurso e melhor contribui para a nossa avaliação/classificação.

- As discussões em fóruns e os e-portefólios são ferramentas de avaliação que deviam assentar numa transparência e na possibilidade que ela dá de reformular o produto final. Ao ver a forma como um aluno comenta o trabalho dos seus colegas e dá sugestões para melhorarem algum aspecto, o professor tem elementos que lhe permitem avaliar esse aluno.

- O e-portefólio dá, por exemplo, a possibilidade de se apresentar a versão 1 e a versão melhorada do mesmo trabalho, permitindo uma avaliação que contemple o produto e a evolução do aluno.

- A utilização do e-portefólio e fóruns de discussão online como processo de avaliação principal, é inviável em larga escala. Eles funcionam como processo individual e sem obrigatoriedade do aluno participar.

- Um e-portefólio está sempre a ser actualizado e que a avaliação que o professor faz desse e-portefólio também tem de se ir actualizando porque como o portefólio resulta da reflexão do aluno ele pode ir alterando-o à medida que a sua aprendizagem vai progredindo.

- Um ambiente online de aprendizagem precisa enquadrar eficientemente os objectivos dum portefólio como instrumento de aprendizagem e avaliação, identificando antes de mais "... the differences between using the portfolio as assessment of learning (a high stakes assessment model) and using portfolios for learning (as a tool to bring about self-awarness and met-cognition)" (Barrett, 2005, pág. 14).


2. MODALIDADES DE AVALIAÇÃO

2.1 No contexto do fórum de discussão online

- A avaliação dum fórum de discussão não deve ser feita só no fim, mas o professor deve ir acompanhando a discussão para acompanhar o processo e para dar a oportunidade aos alunos de reformularem o seu raciocínio se for caso disso.

- A forma como os fóruns são desenvolvidos nem sempre permite que as intervenções sejam muito longas sejam positivas, por condicionar a interacção entre os participantes.

- A avaliação das participações nos fóruns de discussão, como forma de aferir a interacção e participação dos intervenientes, pode assumir as seguintes categorias:
Participação passiva - a participação de contacto com o fórum de discussão, registada pela plataforma Web, sem qualquer manifestação escrita;
Participação activa - toda a acção traduzida por expressão escrita no fórum de discussão.

2.2 Heteroavaliação

- A avaliação promovida pelos professores (nas várias unidades curriculares deste mestrado) levou-nos a mudar e a conseguir criar discussões mais interessantes.

- No ensino online, a avaliação pode não ser uma responsabilidade exclusiva do professor e ser também partilhada com os seus pares (colegas de turma; comunidade exterior).

- Quanto às estratégias de moderação do professor ou do tutor, estudos mostram que a preferência dos estudantes recai sobre pequenos grupos de discussão conduzidos pelos próprios estudantes. Esses estudos atestam as vantagens dum ambiente de discussão com este tipo de moderação. Quando a moderação é feita pelos próprios estudantes, estes utilizam uma variedade de estratégias mais conducentes ao despertar de ideias inovadoras, conversas autênticas, motivação para participar, confirmando-se assim as intervenções de muitos colegas sobre a vantagem de deixar as nossas discussões.

2.3. Autoavaliação

- Não estamos habituados à auto-avaliação e estamos ainda menos habituados à avaliação pelos pares. Quando isso nos é solicitado parece que nos é pedido que prejudiquemos um colega se dissermos que não apreciámos determinado trabalho. Esta prática tem de ser fomentada de forma gradual, dissociando incialmente a ideia de avaliação da de classificação.

- O aluno a partir dos diversos feedbacks efectua uma autorreflexão e uma autoavaliação da sua aprendizagem devendo o processo de aprendizagem ser acompanhado a fim de se verificar se o rigor terminológico e científico é o adequado.

- O trabalho realizado em comunidade permite aprender mais, graças ao feedback da avaliação que dai surge. Temos de confontar outras opiniões e pontos de vista e isso ajuda a problematizar e a reflectir sobre o nosso próprio trabalho. É uma aprendizagem mais profunda, onde se desenvolvem aspectos como a auto-refelexão e consequentemente a auto-regulação das aprendizagens. Esta visibilidade ajuda a tomar consciência das estratégias metacognitivas. Isto é um processo individual e um desenvovimento da autonomia.

- A aprendizagem em ambientes online facultam uma visão global do percurso do aluno, permitindo a realização duma avaliação baseada num trilho construtivo e formativo, sob a forma de uma apreciação final sobre o seu percurso, nomeadamente um e-portfolio, ou sob a resolução de um determinado problema como uma situação de “estudo de caso”, sendo este último abordado no artigo trabalhado.

- A reflexão quer para o e-portefólio quer para a resolução do “estudo de caso” permite ao professor percepcionar melhor as direcções escolhidas e as razões dessas escolhas por parte dos seus alunos, sendo esta reflexão e análise de máxima importância em termos avaliativos em e-Learning.

__________________________________
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETT, H (2000). "White Paper: Researching Electronic Portfolios and Learner Engagement". In Journal of Adolescent and Adult Literacy (JAAL-International Reading Association). Disponível em http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.123.1428&rep=rep1&type=pdf (acedido em 3 de Janeiro de 2011).

CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings. Disponível em http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf (acedido em 3 de Janeiro de 2011).

HAMMOND, Michael (2005) “A review of recent papers on online discussion in teaching and learning in higher education” Journal of Asynchronous Learning Networks. Disponível em http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.109.1716&rep=rep1&type=pdf (acedido em 3 de Janeiro de 2011).

MASON, Robin; PEGLER, Chris & WELLER Martin (2004) "E-Portfolios: an assessment tool for online courses" British Journal of Educational Technology, Vol 35 Nº6 (717-727). Disponível em http://www.sarasotaintranet.usf.edu/ir/Documents/DistanceLearning/mason.pdf (acedido em 3 de Janeiro de 2011).

VONDERWELL, Selma.; LIANG, Xin & ALDERMAN, Kay (2007) "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning" Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309. Disponível em http://eric.ed.gov/PDFS/EJ768879.pdf (acedido em 3 de Janeiro de 2011).

2011/02/05

Elearning: porquê discutir?

Os alunos precisam constantemente de trocar impressões e partilhar conhecimentos para progredirem na aprendizagem. Além disso, esta interacção tem de ser avaliada para se saber qual é a qualidade das suas participações (pensamento crítico; produção de conhecimento; interacção). E como podemos fazer isso numa situação de elearning?

Como resposta a esta e outras questões, vejam esta apresentação de Britt Watwood, professor na Universidade de Virgínia.

Aprendizagem online: discussões assíncronas


As ferramentas online de colaboração assíncrona, como o fórum de discussão e o wiki, têm sido utilizadas em contexto de aprendizagem online (aprendizagem com o apoio de sistemas electrónicos disponíveis online) por serem eficazes para realizar colaborativamente actividades e trabalhos, permitindo assim um maior envolvimento dos alunos em todo o processo de ensino-aprendizagem.

Isto é, o aluno não está sozinho num espaço virtual e aprende em colaboração e cooperação com os restantes colegas da turma e com o professor. Neste espaço online podem partilhar experiências, resolver problemas e construir conhecimento. Enfim, discutir em conjunto os conteúdos que estudam e/ou produzem (interacção).

Tendo estas ideias em mente, contextualizadas pelo artigo "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning", de Selma Vonderwell et al, elaborei um esquema sobre o processo de discussões assíncronas online.




2011/01/26

E-portefólio

Um esquema ajuda-nos, muitas vezes, a entender melhor uma ideia ou teoria.

No sentido de compreender os objectivos da utilização do e-portefólio no ensino, considero estes dois equemas muito úteis.

Imagem 1 (fonte)




Imagem 2 (fonte, pág. 31)

Eportefólio e a avaliação


No âmbito da unidade curricular de CAEL do Mestrado de Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, alguns alunos elaboraram uma apresentação com recurso ao powerpoint baseada no artigo "White Paper: Researching Electronic Portfolios and Learner Engagement", de Helen Barrett (2005).

Um portefólio é uma "collection of student work that demonstrates achievement or improvement" (Stiggins, 1994). Será que podem ser transportas para uma situação online estas potencialidades pedagógicas? Descobrir se há diferenças e como o portefólio (neste caso, um eportefólio) pode ser utilizado de forma planeada e sistemática para servir de suporte à participação reflexiva dos alunos em contexto online, em particular, foi o objectivo principal desta análise.

Considero que os meus colegas de curso fizeram uma abordagem de boa qualidade, pelo que vos deixo aqui esta sugestão.


"Quality in online delivery"

No âmbito da unidade curricular de CAEL do Mestrado de Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, participei com os colegas Fernando Faria, Marina Moleirinho e Telma Jesus na análise, discussão e elaboração de uma síntese do artigo "Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments?", de Catherine McLoughlin e Joe Luca.

A estratégia de trabalho passou por várias fases, iniciando-se pela leitura e discussão do artigo, cujas perspectivas individuais foram sendo partilhadas em encontros síncronos previamente agendados (sala de discussão no Google) e através de mensgens enviadas por email. O texto foi então dividido em partes que respeitaram o sentido e coerência, para que cada um dos elementos do grupo analisasse a sua parte e apresentasse depois uma síntese.

Seguidamente, procurámos uma ferramenta online com a qual todos estivéssemos familiarizados e que disponibilizasse um espaço colaborativo para criar um powerpoint relativo à análise do artigo. A escolha recaiu sobre a ferramenta digital do Google, por ser intuitiva, fácil e interactiva e porque permite que vários utilizadores criem em conjunto diapositivos online.

Ao longo deste trabalho colaborativo, conseguimos conciliar sem grande dificuldade as decisões tomadas pelo grupo sobre a análise do artigo com a ferramenta disponibilizada pelo Google para a elaboração do powerpoint.

Aproveito para disponibilizar abaixo o resultado do powerpoint.

2011/01/08

Uso do powerpoint no elearning

O ensino em contexto online privilegia o uso das novas tecnologias, em particular, o software informático, porque são ferramentas que permitem uma grande produtividade tão necessária ao aluno que decidiu aprender através desta modalidade de ensino.

Aprender a distância é ter o computador como mediador na construção do processo educativo, pelo que se revela importante explorar os vários recursos oferecidos não só pelo computador, como também disponibilizados pela Internet.

Como é que o Powerpoint pode apoiar a aprendizagem na modalidade online?

Para obter respostas que me orientassem a produzir material mais eficiente através desta ferramenta, consultei os seguntes recursos:

a) "What everybody ought to know about using Powerpoint for e-learning"
Link: http://www.articulate.com/rapid-elearning/what-everybody-ought-to-know-about-using-powerpoint-for-e-learning/

b) "Before you create a PPT presentation".
Link: http://desktoppub.about.com/od/microsoft/bb/powerpointrules.htm

c) "Powerpoint failure". (Opinião dum professor sobre as potencialidades do PPT.)
Link: http://www.guardian.co.uk/education/2007/mar/06/highereducation.news

d) "How to powerpoint?" (Blogue com orientações sobre a utilização desta ferramenta.)
Link: http://learningppt.com/category/elearning/

Não foi fácil encontrar estudos relacionados especificamente com a utilização do Powerpoint para a produção de trabalhos feitos por alunos no âmbito de actividades educativas em contexto online. Assim, deixo-vos o convite para apresentarem novas propostas que possam ajudar-me a conhecer melhor as potencialidades do Powerpoint numa situação de e-learning.

2011/01/04

Debate da turma - CAEL Actividade 3

Wordle: CAELA turma de MPEL'04 desenvolveu uma discussão no fórum online da unidade curricular de CAEL, no âmbito do Mestrado de Pedagogia em e-Learning, da Universidade Aberta, à volta da temática "Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online".

Foram previamente analisados artigos científicos (ver aqui), através do trabalho de pequeno grupo, com recurso a várias ferramentas digitais online (chat, wiki, email, sites para publicitação de recursos). Em articulação com essa análise, foi definida uma estratégica de discussão geral que permitiu, colectivamente, conhecer melhor os conceitos abordados nos artigos, esclarecer dúvidas e partilhar experiências pessoais e profissionais, relacionadas com as modalidades e estratégias de avaliação das práticas de ensino.

O debate atingiu um nível alto de dinamismo e produção de conhecimento e as participações formaram no seu conjunto um número imprevisto, mostrando assim o grande interesse desta temática junto de todos. As conclusões que os estudantes formularam ajudaram, sem dúvida, a assimilar correctamente as questões principais duma problemática importante para o ensino online ("como", "o que" e "por que" avaliar as aprendizagens em contexto online).

Destaco as conclusões que me parecem mais importantes:

- A utilização dos fóruns é uma das metodologias mais bem aceites e introduzidas no processo de ensino-aprendizagem em e-learning.
- As mensagens nos fóruns são fonte de informação, pois permitem ver muitos ângulos das questões. As várias perspectivas e a apresentação de dúvidas são enriquecedoras para a discussão colectiva das temáticas.
- Não é só pela participação em fóruns que conseguimos avaliar um aluno, pois há muitas competências que ficam de fora.
- Os debates em fóruns podem incorporar práticas de avaliação colaborativa dos contributos colocados e possibilitam ao professor uma visão mais rigorosa do tipo de contribuições dos diferentes alunos. A análise qualitativa e de classificação das mensagens nos fóruns de discussão é geralmente um processo moroso, executado manualmente pelo professor (M. J. Gomes).
- Os alunos devem ter conhecimento do que lhes é solicitado e da forma como irá decorrer a sua avaliação.
- Parece ser importante que todos os alunos percebam que são vários os critérios de avaliação sobre os trabalhos que vão realizar ao longo do curso. Por isso, devem aprender desde o início a conciliar com os colegas o modo como vão desenvolver as actividades.
- Parâmetros de avaliação pré-definidos guiam o trabalho dos alunos ao longo da tarefa, sendo uma das vantagens dos cursos online, segundo Barebrà.
- Avaliar a qualidade e a quantidade não são tarefas fáceis.
- Relativamente às atividades desenvolvidas pelos alunos, no ensino online, é importante que sejam determinados de forma clara, os objetivos a atingir pelos alunos bem como os critérios de avaliação da aprendizagem.
- No ensino online o feedback dado pelo professor, após efetuar a avaliação de uma tarefa (aprendizagem), é fundamental. Asim, o aluno reflecte sobre o trabalho desenvolvido e tenta melhorar a sua aprendizagem.
- O feedback do aluno para o professor é uma forma de obter informação sobre os efeitos da instrução (Slavin).
- O retorno é uma componente muito importante da avaliação, em geral, e do acompanhamento dos e-portefolios, em particular (M. J. Gomes).
- Os parâmetros estabelecidos e descritos no Contrato de Aprendizagem orientam o percurso de aprendizagem e cabe ao estudante online segui-las, enriquecendo assim o seu desempenho educativo.
- O eportefólio é uma oportunidade para o desenvolvimento de capacidades de reflexão dos alunos (Helen Barrett). E fomenta a auto-consciencialização do que foi feito e da forma como foi feito.
- Avaliar portefólios também não é tarefa fácil, nem linear. É preciso um grande esforço de entendimento e de objectividade.
- A construção do portefólio deve sempre convergir para os critérios estabelecidos pelo professor quando a tarefa foi designada. Caso contrário, temos um conjunto de trabalhos reflexivos cujos conteúdos são dispares e a avaliação tem igualmente de ser adequada a acada um deles.
- Adoptar o e-portefólio como um dos instrumentos/fontes de avaliação e o mesmo deve ser bem pensado e planeado para o fim a que se destina (Attwell).
- As entradas do e-portefólio são, no seu conjunto, o instrumento de análise à disposição do professor. Mas o seu conteúdo pode ir além da reflexão, nomeadamente outros materiais ou recursos pesquisados pelo aluno que podem ser incluídos, por exemplo, no conceito de "personal development".
- Uma das vantagens do ensino a distância é a flexibilidade que ele permite, uma vez que a comunicação síncrona não é privilegiada. Cada aluno pode programar o seu trabalho individual de acordo com a sua disponibilidade de tempo.
- No ãmbito da avaliação, devemos ter em conta os principios da flexibilidade e da adaptabilidade, porque os contextos educativos alteram-se e os alunos são diferentes entre si.
- Para que a avaliação seja "saudável" e caminhe por um trilho certo, todos os elementos do percurso do estudante devem ser tidos em consideração, seja ele um estudante online ou presencial.
- O papel do professor no ensino online não se esgota na facilitação da aprendizagem. Tem de acompanhar todo o processo de aprendizagem, identificando o perfil dos estudantes através dos diversos tipos de tarefas/instrumentos/estratégias de avaliação e efectuar uma avaliação rigorosa.
- Avaliar alunos num ensino on-line é tão difícil ou mais do que no ensino presencial, sendo a avaliação, por isso, essencial para o processo.
- A avaliação sumativa não chega a assumir uma forma absolutamente objectiva.

2010/12/31

Avaliação de conteúdos educativos online

A Internet fornece informação e conhecimentos que têm vindo a crescer sempre. Mas nem sempre este repositório extenso é sinónimo de qualidade (disponibilizar recursos não tem por si mesmo valor educativo), pois encontramos facilmente informações irrelevantes. Portanto, o utilizador deve preocupar-se com a selecção que faz dos conhecimentos que pesquisa, bastando para isso avaliar criticamente os sites e seus conteúdos.

Tendo em conta a aprendizagem em contexto online, os professores precisam de perceber como os conteúdos online são estruturados e que controlo o utilizador, enquanto aluno de cursos online, tem sobre a sua exploração. Será que este possui um comportamento behaviorista ou construtivista?

Estes aspectos da avaliação da qualidade dos conteúdos educativos são objecto de estudo de Fernando Albuquerque Costa (Universidade de Lisboa), num artigo intitulado "A aprendizagem como critério de avaliação de conteúdos educativos online", em que conclui que "é nos objectivos definidos para a aprendizagem que devem ser encontrados os principais critérios de avaliação da qualidade dos recursos que através da Internet podemos utilizar com fins educativos".

Aproveito para disponibilizar ainda uma apresentação deste autor sobre a mesma temática.


Avaliação das aprendizagens em contexto online

No âmbito da unidade curricular de CAEL do Mestrado de Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, participei com a colega Telma Jesus na análise dos seguintes artigos:

A) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación” de Barberà (2006). Disponível online em http://www.um.es/ead/red/M6/ [acedido em 2010-12-14].

B) “Avaliação da aprendizagem na educação online: relato de pesquisa” de Barreiro-Pinto & M. Silva (2008). Disponível online em http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/viewFile/59/40 [acedido em 2010-12-15].

C) "Problemáticas da avaliação online" de M. J. Gomes (2009). Disponível online em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/9420/1/Challenges-09-mjgomes.pdf [acedido em 2010-12-15].

D) "Avaliação em processos de educação problematizadora online" de A. Primo (2006). Disponível online em http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf [acedido em 2010-12-14].

Pela leitura destes artigos, percebemos que são muitas as características que configuram os actuais ambientes virtuais de aprendizagem e a sua configuração baseia-se nas oportunidades que as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem. A interacção entre os vários intervenientes do ensino online tem revelado uma diversidade que se relaciona com o desenvolvimento tecnológico. Por sua vez, se este ambiente virtual se diferencia dos modelos clássicos da educação em geral, não deixa de reconhecer o valor que têm as várias modalidades avaliação, desde que se concentrem em produtos e resultados suportados pela tecnologia.

Se é verdade que o ensino online aponta para um novo paradigma de aprendizagem, torna-se então necessário pensar em novos conceitos e práticas pedagógicas que respondam às novas necessidades de professores e alunos. E esse desafio é a avaliação da aprendizagem online mediada por computador, com recurso aos serviços disponibilizados pela Internet. Este tipo de avaliação apresenta vantagens e desvantagens, mas os seus instrumentos devem adequar-se ao contexto educativo em questão.

A cooperação revelou-se um instrumento indispensável numa aprendizagem em contexto virtual, porque não só permite que o saber seja construído colectivamente e se encontrem em conjunto, soluções para os problemas (o aluno reconhece a responsabilidade da sua aprendizagem e o papel que assume no progresso dos seus colegas), como também, é um caminho possível para conhecer com maior profundidade o Outro.

Os alunos trabalham conjuntamente para resolver problemas concretos, mas o professor continua a ter o papel fundamental de mediador nas suas discussões. Por sua vez, o professor não deve ser o único a avaliar aquilo que vai sendo produzido, porque deixar que os alunos partilhem e avaliem dentro do grupo os trabalhos e que os discutam entre si, fomenta a interacção social e a construção de saberes baseados em conceitos e teorias.

Aproveitamos para disponibilizar abaixo o nosso trabalho e convidamo-vos a deixar sugestões e comentários que possam melhorá-lo.

2010/12/13

Directrizes para a qualidade de cursos online

No âmbito da unidade curricular de CAEL do Mestrado de Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, participei, com os colegas Cecília Tomás, Hugo Domingos e Maria João Spilker, na análise, discussão e elaboração de uma síntese do artigo QUALITY GUIDELINES FOR ONLINE COURSES: THE DEVELOPMENT OF AN INSTRUMENT TO AUDIT ONLINE UNITS, de Anthony Herrington, Jan Herrington, Ron Oliver, Sue Stoney e Jackie Willis.

Para realizarmos este trabalho, começámos por traduzir o artigo (VER AQUI), depois criámos uma síntese escrita sobre o artigo (VER AQUI), e, finalmente, decidimos desenvolver a nossa leitura do artigo através de uma apresentação (análise resumida), elaborada com recurso à ferramenta digital online Prezi (trabalho disponível AQUI).

Este trabalho de grupo permitiu que trocássemos regularmente impressões sobre os novos conceitos abordados no artigo, esclarecer dúvidas directamente relacionadas com a problemática, e partilhar e aprofundar conhecimentos que fomos construindo juntos. Rapidamente percebemos que a disponibilidade não era a mesma entre nós, pelo que foi preciso organizarmo-nos e distribuir tarefas iniciais que correspondessem às capacidades próprias de cada um.

Depois, à medida que o trabalho se ia compondo, soubemos apoiar-nos mutuamente, quer para conhecer e dominar melhor as ferramentas online seleccionadas para elaborar a síntese quer para aperfeiçoarmos juntos o trabalho final. Os encontros síncronos (através de chat), a troca de mails e as notas que foram sendo escritas por todos, à medida que os vários textos iam sendo elaborados, foram momentos fundamentais para a evolução do trabalho e sucesso da interacção entre os elementos do grupo.

Foi interessante eu ter percebido que um trabalho desta natureza não só me ajudou a aprofundar conhecimentos, como também incentivou que , na sequência da pesquisa de informação, produzisse mais conhecimentos relacionados com a problemática em discussão. Graças à troca de impressões com os colegas, foi possível corrigir uma ou outra ideia mal formulada ou ajudar um colega a compreender melhor conceitos que eram desconhecidos.

Portanto, a estratégia de estudo adoptada para desenvolver esta actividade revelou-se eficaz e promoveu resultados de aprendizagem muito positivos.

O nosso grupo decidiu, ainda, fomentar uma discussão mais alargada, propondo novas questões para ajudar a compreender a importância que a elaboração de directrizes tem para o ensino online. Deixo-vos abaixo essas questões. Não hesitem em participar, escrevendo neste blogue os vossos comentários.

TESE:
Um dos maiores desafios que as Universidades enfrentam no processo de ensino-aprendizagem é proporcionar cursos online de qualidade.

QUESTÕES:
a) Como analisar e medir a qualidade de um curso em ambiente online?
b) De que modo os programas de ensino a distância ou em contexto online e a disponibilização de recursos institucionais podem desenvolver ou manter uma qualidade educacional que motive os alunos e prepare os professores para uma aprendizagem de sucesso?


2010/12/11

Avaliação da qualidade de cursos online: directrizes

A discussão entre os investigadores sobre a a avaliação dos cursos desenvolvidos no contexto online tem promovido a elaboração de modelos orientadores para a caracterização desta problemática e a indentificação dos aspectos mais relevantes que devem constar no percurso desse debate. Temos os seguintes casos:

a) "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses", de Achtemeier et al. (2003).

b) "The ideal online course", de A. Carr-Chellman & P. Duchastel (2000).

c) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units", de Herrington et al. (2001).

d) "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective", de C. Holsapple & A. Lee-Post (2006).

e) "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance", de R. Tinker (2001).

Estes artigos sugerem modelos diferentes para abordar a questão da avaliação da qualidade dos cursos online. Mas estarão a apresentar metodologias diferentes para chegar às mesmas conclusões? E quais são essas conclusões?

Na minha opinião, os autores levam-nos a perceber que a discussão da qualidade (e eficiência) dos cursos online deve concentrar-se na sua concepção e disponibilização e, ainda, no modo como o professor e alunos interagem entre si (produção, comunicação e avaliação) e com os materiais/recursos, porque estes factores têm um papel importante em atrair e motivar os alunos para esta modalidade de ensino (e-learning). Se Alison defende que há factores que têm de ser considerados para fazer um curso online, será que contradiz Tinker por este focar a promoção da colaboração dos alunos online? Ou ainda, a lista de verificação baseada em quadros de referência utilizada na avaliação de materiais educativos (Herrington) não pode complementar os princípios fundamentais que Achtemeier pede que sejam respeitados no ensino online eficaz?

Pela leitura dos artigos, verificamos que a concepção de um curso em contexto de e-learning considera o modo como o aluno aprende. Nesse sentido, houve preocupação em definir como pode ser desenvolvida a comunicação entre todos os intervenientes e que instrumentos estão disponíveis para suportar e garantir a eficácia dessa comunicação. Além da comunicação, a reflexão recaiu também na colaboração entre os participantes do curso e qual é a importância em haver regularmente feedback sobre as actividades realizadas.

É sobre a colaboração que faço algumas considerações.

Gostava de concentrar-me, em particular, nos artigos "E-Learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance", de Robert Tinker, e "Quality Guidelines for online Courses: The Development of an Instrument to Audit Online Units", de Anthony Herrington et al., porque abordam bem esse aspecto, entre outros naturalmente.

Quanto ao Modelo Concord, a colaboração entre estudantes deve ser aproveitada para desenvolver discussões online entre eles, enquanto são realizadas as actividades do curso. Estas discussões são assíncronas e espera-se que sejam planeadas cuidadosamente pelo professor, por exemplo, na distribuição e sequencialização das actividades ao longo do tempo e na definição da composição dos grupos de trabalho. Tinker considera que deve haver limites quanto ao número de elementos nas equipas, sendo 20 a 25 o máximo para um grupo participar numa discussão geral, enquanto que 2 ou 3 elementos é o número adequado para equipas pequenas. Nessas discussões, o professor pode intervir para orientar os alunos e esclarecer questões ou dificuldades sentidas pelos alunos, sobretudo relacionadas com as teorias e conceitos, no desenrolar da discussão. Ora, esta interacção poderá alcançar resultados de aprendizagem mais satisfatórios se o ambiente for cativante e as actividades motivadoras e desafiantes, criando-se assim mais oportunidades de colaboração entre os alunos, como referem os autores do outro artigo (Herrington et al.).

Nestes artigos, os autores defendem ainda que uma discussão bem executada promove a confiança entre os alunos e na sua relação com o professor e no aproveitamento do próprio curso. Aliás, a confiança só é possível se o grupo de trabalho funcionar. Para isso ser conseguido, a organização dos horários é um instrumento fundamental no sucesso da colaboração, porque o objectivo do curso online é que todos possam partilhar experiências e produzir conhecimento juntos. Por sua vez, a concepção do curso online tem como função proporcionar e assegurar a flexibilidade de que precisam os alunos para participar nos fóruns de discussão, isto é, prever que as próprias actividades têm tempos específicos e que isso influencia no desenvolvimento das discussões dos alunos.

Certamente que há mais aspectos relacionados com a colaboração que podiam ser trazidos para uma discussão sobre a avaliação de cursos online, mas quis sobretudo sublinhar que foi uma opção acertada dos investigadores evidenciarem que o trabalho colaborativo é uma forma de aferir a qualidade do curso.

Adoptando uma perspectiva geral dos modelos acima referidos, percebo como, na fase da elaboração do curso online, são importantes os factores ligados à tecnologia. Como sabemos, o aspecto que salta mais à vista é que esse curso tem de estar disponível na WWW e que o seu sucesso está directamente relacionado com o aproveitamento que pode ser tirado desse ambiente virtual. É o caso das ferramentas digitais usadas para comunicar e realizar trabalhos colaborativos, são os vários espaços online criados para a disponibilização de conteúdos educativos (Carr-Chellman & Duchastel, 2000). Falar em e-learning é pensar na Internet.

Quando o desenvolvimento do curso integra em si mesmo as potencialidades oferecidas pela Internet, devemos considerar que há agora uma situação nova: os alunos já não estão confinados a um espaço específico nem estão condicionados por horários idênticos. O que faz aumentar muito o número de interessados em frequentar esses cursos, sobretudo numa época em que o acesso à Internet se democratizou. E criar cursos online atraiu, pela mesma razão, a atenção de muitas instituições de ensino e outras entidades que chamaram a si essa função (ex.: formação profissional, formação contínua, etc.) Portanto, a transição do ambiente tradicional para um ambiente virtual (novo, diferente...), exige cuidados e a reflexão de todos.

Segundo Carr-Chellman e Duchastel, as vantagens relacionadas com a criação de cursos online parecem ser muitas, mas temos de ser cautelosos, como correctamente alertam, quando transferimos comportamentos do ensino tradicional para esta modalidade, sob o risco de os cursos se revelarem ineficazes. Assim, é pertinente, cada vez mais, apostar na avaliação dos cursos online e incluir nessa atitude a preocupação sobre o modo como são utilizadas as novas tecnologias de comunicação. Ou seja, o facto de estarem disponíveis online, de os utilizadores estarem familiarizados com a sua funcionalidade e de servirem (também por isso) de suporte na elaboração de um curso online não significa que estão preparadas para serem pedagogicamente eficazes.

Posso concluir que há muitos aspectos que entram em jogo quando as ferramentas Web 2.0 são utilizadas em contexto educativo, tais como, entre muitos outros abordados nos artigos, a comunicação entre os intervenientes no processo de aprendizagem, a interacção dos alunos na realização das actividades, o uso dos recursos disponibilizados numa plataforma digital, etc.

Naturalmente que não podemos definir as garantias para a elaboração dum curso online “ideal”, mas é fundamental que os interessados nesta modalidade de ensino saibam que a qualidade dos cursos passa pela avaliação de muitos dos seus elementos. Os momentos comuns para essa avaliação estão já delineados. Lembro quais são: concepção, disponibilização e resultados. Enfim, é interessante observar como todos se interligam na concepção do curso online.

2010/12/05

Ferramentas Web 2.0 e o "E-learning"

A partir de um curso dado por George Siemens e Stephen Downes sobre a teoria do Conectivismo*, um grupo de estudantes da escola Wendy Drexler elaborou o vídeo abaixo, onde evidenciam a importância que as ferramentas digitais Web 2.0 disponibilizadas na Internet têm junto dos estudantes na sua relação com a aprendizagem.

O e-learning está a evoluir graças às novas tecnologias que a Internet vai disponibilizando às instituições de cursos online disseminadas por todo o planeta. Como é possível definir as fases de evolução do e-learning, já podemos pensar também em e-learning 2.0, porque "today, e-learning mainly takes the form of online courses", como afirma Downes no seu artigo "E-learning 2.0" (Outubro, 2005). Não só a discussão da qualidade dos cursos online deve ir no sentido de serem averiguadas as ferramentas digitais Web 2.0 pedagogicamete mais eficazes, como deve considerar também como pode ser feita a sua disponibilização. As instituições de ensino de cursos online têm um papel importante na organização das tecnologias aplicadas em contexto de e-learning.

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Notas:
* "Connectivism is the integration of principles explored by chaos, network, and complexity and self-organization theories. Learning is a process that occurs within nebulous environments of shifting core elements – not entirely under the control of the individual." (George Siemens, Dezembro de 2004)


Aqui está o vídeo dos estudantes:

Colaboração no séc. XXI

Sir Ken Robinson tem viajado pelo mundo para debater questões relacionadas com o desenvolvimento da criatividade e inovação e o seu impacto na educação e economia na Europa, Ásia e Estados Unidos. É o autor de “Out of Our Minds: aprender a ser criativo” (2001) e “The Element: Como Encontrar Sua Paixão Changes Everything” (2009).

Uma pergunta importante: Se a colaboração é um processo, como é que os professores podem aprender e ensinar esse conceito?

Robinson explica que nem sempre a previsão do professor/educador é suficiente para que o trabalho educativo seja bem feito.É preciso dar lugar aos outros intervenientes, como os alunos, de modo a que demonstrem como a criatividade pode contribuir no processo de aprendizagem.

Vejam este vídeo para saber a opinião de Sir Ken Robinson sobre a colaboração neste século.

2010/11/29

Modelos de desenvolvimento e avaliação da qualidade de cursos online

Um dos maiores desafios que os educadores online enfrentam no processo de ensino-aprendizagem é proporcionar cursos online de qualidade. Mas como é que esta questão de eficiência pode ser discutida? De que modo os programas de ensino a distância ou em contexto online e a disponibilização de recursos institucionais podem desenvolver ou manter uma qualidade educacional que motive os alunos para uma aprendizagem de sucesso?

No sentido de explorar e compreender com alguma profundidade esta problemática, foi solicitado à turma de MPEL'04 a leitura e análise de vários artigos científicos. Faço parte do grupo a quem coube estudar o artigo "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units", de A. Herrington et al. (2001).

Este artigo é um contributo na identificação de critérios para a medição da qualidade do ensino online em contexto universitário, visando proporcionar, sobretudo, uma orientação para os seus criadores e designers. O aluno está no centro do processo e realiza, sob um espírito colaborativo, tarefas autênticas (contexto de vida real) para a produção do conhecimento e criação do material educativo.

Os autores sugerem que a reflexão sobre a concepção de um ambiente virtual de aprendizagem se concentre em três áreas principais: Pedagogias, Recursos e Estratégias de disponibilização.

Quanto à pedagogia, enumeram algumas características: tarefas autênticas que sejam um reflexo da forma como o conhecimento adquirido é utilizado em contextos da vida real; este tipo de tarefas e o próprio ambiente de aprendizagem são cativantes, motivadoras e desafiadoras, formando um quadro de oportunidade para a colaboração entre os estudantes e para uma avaliação significativa sobre o próprio processo.

Num ensino online de qualidade, defendem que os recursos devem estar acessíveis a todos, o que exige organização para a facilidade de localização; ser precisos, isto é, actualizados e adequados ao que se estuda; proporcionar perspectivas que tenham, intencionalmente, em conta a inclusividade social, cultural e de género. Finalmente, que o uso dos media seja variado, intencional (de acordo com o objecto de estudo) e correcto.

Por fim, as estratégias de disponibilização dos recursos ou materiais online devem considerar as questões relativas ao interface e à utilização da tecnologia. Neste sentido, um interface confiável e robusto é fundamental para evitar erros e caminhar no sentido da precisão; ser objectivo, directivo e ter um plano de aprendizagem claro, estando clarificada tanto a informação da unidade curricular como as expectativas dos alunos. A acessibilidade dos materiais e das actividades é fundamental, bem como a comunicação entre professores e alunos, mediante um estilo corporativo adequado (de forma a assegurar uma marca de referência nas apresentações) e consumos de rede apropriados (evitando atrasos e demoras na acessibilidade).

Em breve, irei partilhar neste blogue qual o conhecimento que construí sobre estas temáticas, ao longo das várias actividades colaborativas da unidade curricular de CAEL, e que objectivos já atingi nesta aprendizagem. A metodologia de trabalho do nosso grupo tem sido regular e muito interactiva, com recurso a várias ferramentas digitais eficazes, tais como a plataforma Moodle (fórum de discussão), encontros síncronos (chat) e a ferramenta colaborativa Prezi (elaboração e apresentação de trabalhos online).

2010/11/25

Making e-Learning Meaningful

Será possível acreditar que o professor pode ajudar os alunos a darem um sentido à sua aprendizagem? Claro que sim, pois o professor sabe como pode facilitar esse processo. E como pode fazer isso num curso online?

Como resposta, sugiro que vejam o seguinte trabalho. Se os cursos apresentarem variedade, pode ser que o impacto junto dos alunos desperte neles o interesse pelos materiais propocionados pelo professor, participando assim na qualidade da aprendizagem que ajudam a construir.

Quality Assurance and e-Learning

No decorrer da Conferência da UNESCO, em Julho de 2003, o Prof. Peter Sloep, da Universidade Aberta da Holanda, reflectiu sobre a seguinte questão: "Does traditional e-learning still fit the knowledge society?" (Ver abaixo o slideshare da sua apresentação.) Os conceitos predominantes da sua abordagem para compreender esta questão foram "qualidade" e "desafios" (sobre o e-Learning).

No primeiro caso, preocupou-se em falar da relação dos estudantes e a instituição, focando a avaliação que aqueles fazem sobre o que lhes é disponibilizado, e o modo como as novas tecnologias intervêm no processo. Quanto aos desafios, o caminho tomado pelo autor foi identificar aspectos que justificam a necessidade da mudança, nomeadamente paradigmas, estratégias e instrumentos em benefício da aprendizagem.

Nesta reflexão, conhecemos ainda qual é o papel que o estudante tem em relação ao controlo da qualidade das práticas de e-Learning. Talvez seja esse "novo" estudante que, na minha opinião, levou o autor a interrogar-se sobre o desenvolvimento do e-Learning nos tempos actuais. Lembremo-nos que o estudante de hoje já não é um utilizador passivo da Internet (disponibilização de conteúdos) e sim alguém que interage com esse ambiente e até produz ou colabora na produção de conteúdos, inclusive, educativos. Nunca se compreendeu tão bem a noção de Rede como agora...

E a qualidade desse ambiente virtual interessa, claro, à Educação. Nesse sentido, gostava de destacar as seguintes conclusões do autor:

• “Quality control takes a different shape in either case.”
• "For instrumental e-learning: use existing as benchmark. Check if substitute is adequate, if addition is useful.”
• “For transformative e-learning: new benchmarks for success are needed.”


European Quality Observatory

É bom saber que vários países europeus estão preocupados, numa vertente institucional, em disponibilizar material e recursos relacionados com a qualidade do ensino online. É o caso do European Quality Observatory, um repositório online "implemented as a portal which will promote the use of appropriate quality management (QM), quality assurance (QA), and quality assessment (QS) concepts for E-Learning in different communities".

Sem dúvida que se trata de um contributo na formação de uma comunidade de conhecimento ("working community") e na construção colaborativa de documentação. Pode ser um factor para a aceitação da prática de qualidade no ensino online, porque se revela um método aberto que convida os pares para uma validação e feedback regulares.

O objectivo principal desta instituição é "to provide a central facility for developers, managers, administrators, decision makers, and end-users to find a suitable approach for their organizations’ needs". Ao mesmo tempo, são claras as etapas que devem ser seguidas para entender o sucesso e alcance deste projecto europeu, relativamente ao que se pode considerá-lo como fonte de informação e serviços de qualidade.